Corre calma, severina noite De leve no lençol que te tateia a pele fina Pedras sonhando pó na mina Pedras sonhando com britadeiras Cada ser tem sonhos à sua maneira Cada ser tem sonhos à sua maneira Corre alta, severina noite No ronco da cidade, uma janela assim acesa Eu respiro o teu desejo Chama no pavio da lamparina Sombra no lençol que te tateia a pele fina Sombra no lençol que te tateia a pele fina Ali, tão sempre perto, e não me vendo Ali sinto tua alma a flutuar do corpo Teus olhos se movendo, sem se abrir Ali, tão certo e justo e só ti sendo Absinto-me de ti, mas sempre vivo Meus olhos te movendo sem te abrir Corre solta suassuna noite Tocaia de animal que acompanha a sua presa Escravo da sua beleza Daqui a pouco o dia vai querer raiar Daqui a pouco o dia vai querer raiar...
E a música de hoje – Noite Severina
12 Maio, 2008 por Maíra